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10 motivos para barrarmos o PIMESP

1. Mais uma barreira para entrar na universidade: Só após dois anos do cursinho à distância, através de um sistema similar ao college americano, os estudantes cotistas poderiam escolher, a partir de um ranking de notas, as carreiras universitárias.

2. O PIMESP é preconceituoso: pressupõe que os estudantes cotistas não conseguiriam acompanhar os cursos de graduação e reduziriam a qualidade do ensino. Errado! Na UERJ e UFBA, universidades que ja aplicaram as cotas ha muitos anos, ha estudos que provam que os cotistas possuem desempenho igual ou superior aos demais estudantes.

3. Inconstitucionalidade do PIMESP: as cotas raciais nas universidades são um tipo de ação afirmativa, que propõe incluir a população negra onde se identificou sua exclusão social. O PIMESP propõe separar a população negra da universidade, o que configura a discriminação negativa, e é inconstitucional.

4. Educação de qualidade é direito e não mérito: O projeto prevê que somente alunos com 70% de rendimento nos 2 anos de curso ‘poderão’ ser selecionados para vagas na universidade. Em uma sociedade desigual utilizar o mérito não é enaltecer o esforço de alguns, mas os privilégios de poucos.

5.  O Projeto foi apresentado de forma antidemocrática: Apesar de já terem sido criados órgãos para discutir o assunto nas universidades, o governo o apresentou de forma vertical. Sendo esse um tema tão polêmico e com tantas nuances, é necessário que haja espaços representativos para apresentar posicionamentos e elaborar um novo projeto, antes que qualquer decisão seja tomada.

6. Desorganização e falta de transparência: o governo paulista não consultou nenhum especialista no assunto para finalizar o projeto. o PIMESP não responde como contratarão professores e a forma de ingresso.

7. O PIMESP é um programa de metas, ou seja, não ha nenhuma garantia de que elas de fato sejam atingidas.

8. Evasão e permanência estudantil: A UNIVESP tem uma taxa de 20% de desistência antes do curso se iniciar e os estudantes terão direito a uma bolsa de meio-salário mínimo, que é insuficiente e não garante a permanência desses estudantes no curso.

9. O PIMESP oferece um ensino precário: o curso será realizado à distância em parceria com a UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), que precariza o ensino e foi um dos maiores ataques à educação paulista.

10. Após dois anos, os estudantes receberão um diploma de curso semi-presencial, o que difere totalmente da lógica do projeto federal de Cotas Raciais. Com disciplinas como ‘Profissionalização’ e ‘Cidadania’, oferece uma formação precária e não prepara para a entrada na universidade.

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‘Programa de Inclusão com Mérito’ (PIMESP) é garantia de falsa inclusão!

PIMESP propõe curso à distância obrigatório de 2 anos antes que estudantes negros e oriundos da escola pública (TALVEZ) ingressem numa universidade paulista e isto é discriminação negativa.

O governador Geraldo Alckmin e os reitores da USP, UNESP e UNICAMP anunciaram em 20/12/2012 o chamado PIMESP (Programa Inclusão com Mérito de São Paulo), uma proposta para adoção de cotas raciais e sociais nas universidades. De inclusão, porém, só tem o nome. O PIMESP distorce todas as pautas históricas do movimento negro e estudantil e expressa todo o preconceito do governo paulista, que visa apenas a precarização do ensino superior do estado de São Paulo.

Enquanto mais de 50% da povo brasileiro é negro, os jovens brancos são a maioria dos matriculados em universidades, enquanto os negros não ultrapassam 8,3% destas vagas. Na taxa de analfabetismo, os negros representam (13,42%) enquanto os brancos representam (5,94%). Na USP, por exemplo, os negros chegam a no máximo 10% das vagas e em alguns cursos como medicina e direito somam menos de 1% enquanto a porcentagem de negros no estado de São Paulo é de 37% aproximadamente.

Não há nenhuma justificativa plausível para essas discrepâncias que não seja a herança que a escravidão e o racismo significam na história de nosso país. Portanto, defender as cotas raciais é defender a reparação histórica necessária ao povo negro.

Cotas Raciais, sim!    PIMESP, não!

Se depender do governo, a decisão sobre a implementação do PIMESP será tomada este semestre da pior maneira: nos Conselhos Universitários destas universidades, órgãos antidemocráticos e fechados à sociedade. O PIMESP não passa de mais uma barreira para que estudantes negros e egressos da escola pública acessem a universidade pública!

O PIMESP é uma Proposta de curso à distância de ‘reforço’ obrigatório de dois anos para os estudantes negros e oriundos da escola pública que se inscreverem para ingresso na USP, Unesp e Unicamp. Só poderão concorrer as vagas os alunos com 70% de rendimento durante os 2 anos de curso, que serão preenchidas através de um ranqueamento (que ninguém sabe de fato como sera feito). Ele propõe um sistema de ‘metas’ (diferente de Cotas) e apenas em 2016 que 50% das vagas das universidades paulistas para alunos que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. Desse percentual, 35% para negros, mas atentem-se ao fato de que ‘as metas podem não ser atingidas’.

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