Arquivo do mês: abril 2013

10 motivos para barrarmos o PIMESP

1. Mais uma barreira para entrar na universidade: Só após dois anos do cursinho à distância, através de um sistema similar ao college americano, os estudantes cotistas poderiam escolher, a partir de um ranking de notas, as carreiras universitárias.

2. O PIMESP é preconceituoso: pressupõe que os estudantes cotistas não conseguiriam acompanhar os cursos de graduação e reduziriam a qualidade do ensino. Errado! Na UERJ e UFBA, universidades que ja aplicaram as cotas ha muitos anos, ha estudos que provam que os cotistas possuem desempenho igual ou superior aos demais estudantes.

3. Inconstitucionalidade do PIMESP: as cotas raciais nas universidades são um tipo de ação afirmativa, que propõe incluir a população negra onde se identificou sua exclusão social. O PIMESP propõe separar a população negra da universidade, o que configura a discriminação negativa, e é inconstitucional.

4. Educação de qualidade é direito e não mérito: O projeto prevê que somente alunos com 70% de rendimento nos 2 anos de curso ‘poderão’ ser selecionados para vagas na universidade. Em uma sociedade desigual utilizar o mérito não é enaltecer o esforço de alguns, mas os privilégios de poucos.

5.  O Projeto foi apresentado de forma antidemocrática: Apesar de já terem sido criados órgãos para discutir o assunto nas universidades, o governo o apresentou de forma vertical. Sendo esse um tema tão polêmico e com tantas nuances, é necessário que haja espaços representativos para apresentar posicionamentos e elaborar um novo projeto, antes que qualquer decisão seja tomada.

6. Desorganização e falta de transparência: o governo paulista não consultou nenhum especialista no assunto para finalizar o projeto. o PIMESP não responde como contratarão professores e a forma de ingresso.

7. O PIMESP é um programa de metas, ou seja, não ha nenhuma garantia de que elas de fato sejam atingidas.

8. Evasão e permanência estudantil: A UNIVESP tem uma taxa de 20% de desistência antes do curso se iniciar e os estudantes terão direito a uma bolsa de meio-salário mínimo, que é insuficiente e não garante a permanência desses estudantes no curso.

9. O PIMESP oferece um ensino precário: o curso será realizado à distância em parceria com a UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), que precariza o ensino e foi um dos maiores ataques à educação paulista.

10. Após dois anos, os estudantes receberão um diploma de curso semi-presencial, o que difere totalmente da lógica do projeto federal de Cotas Raciais. Com disciplinas como ‘Profissionalização’ e ‘Cidadania’, oferece uma formação precária e não prepara para a entrada na universidade.

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‘Programa de Inclusão com Mérito’ (PIMESP) é garantia de falsa inclusão!

PIMESP propõe curso à distância obrigatório de 2 anos antes que estudantes negros e oriundos da escola pública (TALVEZ) ingressem numa universidade paulista e isto é discriminação negativa.

O governador Geraldo Alckmin e os reitores da USP, UNESP e UNICAMP anunciaram em 20/12/2012 o chamado PIMESP (Programa Inclusão com Mérito de São Paulo), uma proposta para adoção de cotas raciais e sociais nas universidades. De inclusão, porém, só tem o nome. O PIMESP distorce todas as pautas históricas do movimento negro e estudantil e expressa todo o preconceito do governo paulista, que visa apenas a precarização do ensino superior do estado de São Paulo.

Enquanto mais de 50% da povo brasileiro é negro, os jovens brancos são a maioria dos matriculados em universidades, enquanto os negros não ultrapassam 8,3% destas vagas. Na taxa de analfabetismo, os negros representam (13,42%) enquanto os brancos representam (5,94%). Na USP, por exemplo, os negros chegam a no máximo 10% das vagas e em alguns cursos como medicina e direito somam menos de 1% enquanto a porcentagem de negros no estado de São Paulo é de 37% aproximadamente.

Não há nenhuma justificativa plausível para essas discrepâncias que não seja a herança que a escravidão e o racismo significam na história de nosso país. Portanto, defender as cotas raciais é defender a reparação histórica necessária ao povo negro.

Cotas Raciais, sim!    PIMESP, não!

Se depender do governo, a decisão sobre a implementação do PIMESP será tomada este semestre da pior maneira: nos Conselhos Universitários destas universidades, órgãos antidemocráticos e fechados à sociedade. O PIMESP não passa de mais uma barreira para que estudantes negros e egressos da escola pública acessem a universidade pública!

O PIMESP é uma Proposta de curso à distância de ‘reforço’ obrigatório de dois anos para os estudantes negros e oriundos da escola pública que se inscreverem para ingresso na USP, Unesp e Unicamp. Só poderão concorrer as vagas os alunos com 70% de rendimento durante os 2 anos de curso, que serão preenchidas através de um ranqueamento (que ninguém sabe de fato como sera feito). Ele propõe um sistema de ‘metas’ (diferente de Cotas) e apenas em 2016 que 50% das vagas das universidades paulistas para alunos que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. Desse percentual, 35% para negros, mas atentem-se ao fato de que ‘as metas podem não ser atingidas’.

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Convite ao Reitor da USP para debater o PIMESP com a sociedade paulista

À Reitoria da Universidade de São Paulo
Prof. Dr. João Grandino Rodas

Vimos por meio deste convidá-lo/a para participar do debate que estamos organizando no Dia 21/03 (Quinta) às 18hs no Auditório do Depto de Geografia da FFLCH-USP, visando ampliar o conhecimento da sociedade brasileira acerca do conteúdo e das intenções que embasam o PIMESP (Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Paulista).

Recebemos o referido projeto por meios extra-oficiais, pois até o momento, o PIMESP não foi divulgado publicamente e muito menos debatido com a comunidade uspiana e com os movimentos sociais que lutam pela implementação de Ações Afirmativas no modelo de Cotas Raciais, há mais de 25 anos, dentro e fora dos portões das Universidades Paulistas.

Prova de nossa dedicação à pauta é que no dia 20/Junho/2012, protocolamos um Abaixo-Assinado subscrito por mais de 20% dos membros do Conselho Universitário da USP e incluímos, pela vontade de seus membros, a pauta “Cotas Raciais” na Reunião seguinte.

Infelizmente, e ainda sem explicação, essa pauta foi incluída com o nome “Inclusão Social” e, agora, estão tentando aprovar um projeto de Ensino à Distância disfarçado de Cotas, no lugar das Cotas Raciais já referendadas pelo STF, pela Câmara dos Deputados Federais, pelo Senado e, acima de tudo, pela opinião pública do povo brasileiro (IBOPE -17/02/2013).

Sem mais, o convidamos para debater e dar-nos explicação.

Convidam-lhe para este debate,

Frente Pró-Cotas Raciais da USP
Frente de Luta Pró-Cotas Raciais do Estado de São Paulo
DCE Livre da USP – Alexandre Vannuchi Leme
Associação d@s Pós-Graduand@s da USP – Helenira “Preta” Rezende
Núcleo de Consciência Negra

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